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Metro Quadrado: Praça Onze e o plano do Rio para o Centro

Reportagem sobre o projeto Praça Onze Maravilha ouviu Paulo Takito, sócio-diretor da Urban Systems, consultoria que elaborou o masterplan do Centro do Rio com o BNDES.

Por Urban Systems2 min de leitura
Sambódromo da Marquês de Sapucaí, Rio de Janeiro

Sambódromo da Marquês de Sapucaí, Rio de Janeiro. Foto: Jarod Burns / Wikimedia Commons, licença CC BY-SA 4.0

O Metro Quadrado abriu 2026 com uma reportagem sobre o projeto da Prefeitura do Rio para revitalizar o entorno da Praça Onze, no Centro, região ligada à formação do samba carioca. Batizada de Praça Onze Maravilha, a iniciativa busca transformar a área em um novo polo imobiliário, seguindo a lógica aplicada no Porto Maravilha.

O que prevê o projeto

A proposta abrange cerca de 2,5 milhões de m², com investimento estimado em R$ 1,75 bilhão, a ser financiado integralmente pela iniciativa privada por meio de concessões, PPPs e instrumentos urbanísticos. Entre as intervenções estão a demolição do Viaduto 31 de Março, a remodelação do entorno do Sambódromo com áreas verdes e equipamentos públicos e uma biblioteca de 40 mil m² projetada por Francis Kéré.

A estimativa é que a área possa receber 37,5 mil unidades residenciais em 25 anos, com potencial para mais de 100 mil moradores. Parte do plano depende da aprovação, na Câmara Municipal, de uma Área de Especial Interesse Urbanístico que inclui Catumbi, Estácio, Cidade Nova e Praça Onze.

A visão da Urban Systems

A Urban Systems aparece na reportagem como a consultoria responsável pelo masterplan do Centro do Rio, desenvolvido em parceria com o BNDES. Paulo Takito, sócio-diretor da Urban, avaliou que a transformação observada no Porto Maravilha tende a se espalhar por pequenas centralidades da região, e que a Praça Onze será uma delas.

A leitura dialoga com o contexto de mercado descrito pelo veículo: bairros como Santa Teresa e Estácio não tiveram novos lançamentos desde 2021, segundo o Secovi Rio, e a área próxima ao Sambódromo ainda tem pouca população residente. É justamente esse vazio que um planejamento de longo prazo pode converter em demanda.