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Fundos Imobiliários de papel são os recomendados para 2022

O cenário atual de alta na inflação e nos juros impacta diretamente nas oportunidades de investimento. Especialistas recomendam diversificar

Por Urban Systems6 min de leitura
Fundos Imobiliários de papel são os recomendados para 2022

Dois anos de pandemia da COVID-19 complicaram bastante a economia do mundo todo e no Brasil não poderia ter sido diferente. O País, que já é marcado pela instabilidade econômica e política, tem lutado pela retomada econômica e pela diminuição dos prejuízos em grande parte dos setores.

Segundo as projeções do primeiro boletim Focus do ano, divulgado no dia 03 de janeiro pelo Banco Central*, o mercado financeiro diminuiu novamente a previsão para o crescimento da economia brasileira em 2022. O documento reúne a projeção para os principais indicadores econômicos do País e aponta para um Produto Interno Bruto (PIB) de 0,36% ante 0,42% estimado no final do ano.

Inflação e juros

Para 2022, a estimativa de inflação ficou em 5,03%, a mesma da semana passada. Para 2021, a previsão para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), a inflação oficial do país, também variou para baixo, de 10,02% para 10,01%. É a quarta redução depois de 35 semanas consecutivas de alta da projeção. Para 2023 e 2024, as previsões são 3,41% e 3%, respectivamente.

A previsão para a taxa básica de juros, Selic, ao final de 2022, ficou em 11,50% no ano. Atualmente (10/fev), a taxa definida pelo Comitê de Política Monetária (Copom) está em 10,75% ao ano. Para o fim de 2023, a estimativa é de que a taxa básica caia para 8% ao ano. E para 2024, a previsão é de Selic em 7% ao ano.

Fundos Imobiliários

Os Fundos de Investimento Imobiliário, ou FIIs, têm se tornado cada vez mais populares devido à grande gama de possibilidades e o fato permite que as pessoas acessem imóveis e determinados papéis de forma simplificada e com aportes mais baixos. No Brasil, existem 399 FIIs listados na B3*, com um valor de mercado total superior a R$ 130 bilhões e cerca de 1,5 milhão de investidores – em 2017 eram 121 mil pessoas investindo.

Em 2021, segundo boletim mensal divulgado pela B3* o segmento de FIIs movimentou R$ 66,5 bilhões de janeiro a dezembro, contra R$ 54,1 bilhões entre janeiro e dezembro de 2020. Isso aconteceu mesmo com o mercado de fundos imobiliários registrando, em outubro, um volume mensal de negociação de R$ 5 bilhões, o menor nível desde novembro de 2020. Fundos de tijolo e fundos de papel são os dois principais tipos de FIIs.

Como o próprio nome já diz, os fundos de tijolo são focados em imóveis físicos. Eles são negociados na Bolsa de Valores e permitem investir em lajes corporativas, galpões logísticos, shoppings, hotéis. O investidor compra uma ou mais cotas. Com esse dinheiro, os fundos adquirem novos ativos e recebem um aluguel por eles. O pagamento do locatário é então convertido em dividendos para os acionistas. Os principais riscos para esses fundos são: vacância, saúde financeira dos inquilinos e inadimplência.

2022 e os Fundos de Papel

Nos fundos de papel, os investimentos são feitos em títulos e papéis do mercado imobiliário, como Letras de Crédito Imobiliário (LCI), Letras Hipotecárias e Certificado de Recebíveis Imobiliários (CRI). Nesse caso, o rendimento vem dos juros ou da venda dos títulos a outros investidores. Segundo especialistas, os fundos imobiliários de papel se tornaram uma oportunidade para os investidores que buscam rentabilidade em meio à instabilidade atual e percepção de risco.

De acordo com o levantamento da Teva Índices, divulgado pela CNN Brasil* esses títulos renderam 4 ,5%, entre janeiro e novembro. Ainda segundo a matéria, com Selic e a inflação em patamares elevados, as dívidas são corrigidas neste mesmo nível, tornando os títulos ainda mais rentáveis e interessantes aos investidores. Outra vantagem é o fato de os fundos de papel possuírem pagamentos mensais em sua maioria, fazendo com que este valor corrigido seja repassado em forma de rentabilidade.

A Teva Índices informou ainda que os fundos de papel foram os únicos títulos imobiliários a apresentar um desempenho positivo neste ano. O índice de tijolo, por exemplo, caiu 15,2%, no mesmo período.

Em quais investir

Os fundos de papel trazem muitas opções e, de acordo com a Carteira Recomendada de Fundos Imobiliários, divulgada em janeiro de 2022 pela XP Investimentos*, sua maior alocação está em fundos imobiliários com caráter mais defensivos (fundos de recebíveis e ativos logísticos). Segundo a XP, os segmentos de shopping centers e lajes corporativas podem seguir mais pressionados no curto prazo mesmo após flexibilização das restrições em relação à circulação de pessoas e funcionamento das atividades de comércio e serviços em função da COVID-19, impactando em seus dividendos. A empresa manteve a composição dos pesos da carteira recomendada, conservando a maior exposição em Fundos de Recebíveis e em Ativos Logísticos. Portanto, a distribuição entre os segmentos segue com as maiores alocações em Recebíveis (50,0%), Logística (20,0%), Híbridos (12,5%), Lajes Corporativas (10,0%) e Fundos de Fundos (7,5%).

Considerando os destaques citados pela empresa, os Fundos de Recebíveis, devem trazer bom rendimento e menor risco de perda de patrimônio, sendo considerados uma ótima alternativa para diversificação e mitigação de risco, principalmente em períodos de alta volatilidade do mercado, dado o cenário macroeconômico com perspectiva de inflação em patamares mais elevados no curto e médio prazo.

Já para os ativos logísticos, a menor volatilidade é justificada pelo tempo curto de construção, reduzindo o risco de execução e mudanças nos preços. Por isso, a renda trazida por esses ativos apresenta estabilidade e um menor risco no curto prazo. Adicionalmente, esse segmento apresenta uma perspectiva muito favorável devido ao forte crescimento do e-commerce, demandando volume crescente de ativos logísticos localizados próximos às grandes regiões metropolitanas.

Em relação aos híbridos, o fato deles possuírem investimento em mais de uma classe de ativos, se torna interessante dado que os fundos híbridos tendem a ter menor nível de risco dado sua diversificação de tipo de ativos e inquilinos. As lajes corporativas, apesar de possíveis impactos da COVID-19 nos escritórios, a expectativa é de que os ativos bem localizados e de alta qualidade devem seguir resilientes mesmo com os impactos econômicos.

Análise de riscos

Questão recentemente explorada, devido ao caso do Bairro Planejado Reserva Raposo (fundo FIP Nova Raposo), o “risco de produto” dos projetos imobiliários precisa ser muito bem avaliados.

Para tanto, é importante compreender que assim como outras formas de desenvolvimento no mercado imobiliário, é importantíssimo a realização de estudos de dimensionamento de demanda para avaliar o risco dos ativos que comporão um fundo.

Para tanto, é importante compreender que assim como outras formas de desenvolvimento no mercado imobiliário, é importantíssimo a realização de estudos de dimensionamento de demanda para avaliar o risco dos ativos que comporão um fundo.

A Urban Systems atua fortemente no entendimento de riscos de produto e de demanda para projetos imobiliários de ciclo curto e ciclo longo, auxiliando no entendimento de viabilidade econômica em cenários agressivos, referenciais e conservadores, permitindo que investidores compreendam impactos macroeconômicos e políticos em seus investimentos.

Em 2021 a Urban Systems tornou-se sócia da DealWall empresa que apresenta uma nova maneira de investir no mercado imobiliário, oferecendo ao investidor, a oportunidade de acesso, direto e gratuito, a empreendimentos antes mesmo da aprovação – tornando-se um sócio do projeto desde sua concepção. E, dessa forma, atingir os maiores retornos do mercado e aumentar suas chances de multiplicar o seu patrimônio. (leia mais aqui)

Você desenvolvedor, conta com todas as ferramentas para estruturar seu negócio imobiliário? E você investidor, está preparado para as possíveis oscilação do mercado?

Em ambas as situações, conte com a Urban Systems para transformar conhecimento em resultados.

Conteúdo elaborado pela redação Urban Systems

Fontes:

Agência Brasil

B3

CNN Brasil

XP Investimentos