Florianópolis (SC) e Vitória (ES) estão entre as melhores cidades do País para se investir no setor de serviços

O isolamento social afetou profundamente o setor de serviços que começa a apresentar recuperação após o período mais crítico da pandemia

Segundo levantamento do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE)* a economia está em recuperação, mas o setor de serviços apresenta ritmo mais lento, uma vez que foi um dos mais afetados pelas medidas de isolamento social para conter a disseminação da COVID-19. Enquanto o PIB da indústria cresceu 14,8% no terceiro trimestre de 2020, o setor de serviços cresceu 6,3% em termos trimestrais.

Assim como no setor comercial, o estado de São Paulo é o que concentra mais cidades entre as melhores cidades para investir no Setor de Serviços, dessa vez, 33% delas. Do total das 100 Melhores Cidades para investir em serviços, as regiões Sudeste e Sul concentram 63 delas. Entre as primeiras colocadas, destacam-se as cidades de Florianópolis (SC) e Vitória (ES) segundo o estudo das Melhores Cidades para Fazer Negócios (MCN), desenvolvido pela Urban Systems.

O estudo é publicado anualmente pela revista Exame desde 2014 e avalia por meio de dados e indicadores todas as cidades com mais de 100 mil habitantes do País, identificando aquelas que possuem maior oportunidade de investimentos por meio do setor privado. Diante da pandemia da COVID-19, o estudo foi reavaliado e novos parâmetros foram aplicados. O objetivo é fornecer dados que permitam aos empresários direcionar investimentos com mais segurança.

O MCN utiliza-se de dados e indicadores atuais, coletados por meio de metodologia própria, que permitem resultados mais próximos da realidade vigente. A edição 2020 traz um novo conceito, estrutura e indicadores que acompanham as mudanças que o Brasil e o mundo passam. A nova edição também possui recortes não mais em categorias mas em seguimentos econômicos, sendo eles: Educação, Comércio, Serviços, Indústria, Mercado Imobiliário/Construção Civil e Agropecuária. O estudo das Melhores Cidades para Fazer Negócios traz ainda um eixo denominado MACRO CENÁRIO, comum a todos os setores, trazendo indicadores da conjuntura econômica e pandêmica atual.


Serviços

Para a definição das Melhores Cidades para Investir em Serviços, foram considerados além dos indicadores do Macro Cenário, indicadores relativos a evolução dos setor (oferta), a dinâmica de empregos, o impacto do isolamento social no número de empregos, indicadores de infraestrutura disponível e também indicadores referentes ao potencial de ancoragem da cidade em relação a atração e empresas complementares.

Considerando a diversidade do setor de serviços, é importante ressaltar que este recorte não aponta as melhores cidades para investir em Educação e Saúde, por possuir recortes e estudos específicos para esses setores (saiba mais sobre o estudo de saúde da Urban Systems). Assim como no setor comercial, o estado de São Paulo concentra cidades entre as melhores cidades para investir no Setor de Serviços: 33%.

Algumas grandes cidades e capitais perderam destaque nesse eixo, justamente pelos impactos da pandemia, que atingiram com maior intensidade o setor de serviços, principalmente na questão de saldo de empregos, na renda dos profissionais e no tempo de isolamento que as cidades passaram.

Florianópolis (SC)

A cidade de Florianópolis, em Santa Catarina, uma das capitais com menor índice de letalidade (mortos por infectados) do coronavírus (COVID-19) –, 0,79 óbitos por infectados – destaca-se entre as Melhores para Investir, atingindo o topo da lista para os negócios no setor de serviços.

Com um setor de serviços ancorado na tecnologia e no turismo, a cidade de Florianópolis, mesmo com o impacto da pandemia sobre o setor de Turismo, mostra-se atrativa para o investimento apresentando boa recuperação. “O olhar regional e subsetorial é muito importante, pois como nos mostra o setor de serviços, é possível que uma cidade se destaque em determinados subsetores, enquanto outros do mesmo setor econômico podem estar em declínio, como o turismo na maior parte do país”, comenta Willian Rigon, diretor comercial e marketing da Urban Systems e especialista responsável pelo estudo.

A diversidade econômica é outro fator que impacta a sustentabilidade econômica das cidades, aponta Rigon. “Cidades ancoradas em um ou dois clusters econômicos tende a ser mais suscetível a flutuações do mercado, enquanto cidades com uma maior diversidade consegue balancear crises específicas, por meio de setores menos atingidos”, completou.

Se avaliada em relação à média do País, quanto ao setor de serviços, a cidade de Florianópolis se destaca com índices muito acima da maioria das cidades, com alguns destaques importantes: 17% dos empregos no setor com média e alta remuneração, em comparação à média de 11% no País; crescimento da renda do trabalhador formal no setor de 3,02%, em comparação à média de 1,55% no Brasil; quase 50% dos empregos na cidade são ocupados por profissionais qualificados, enquanto que a média do país é de apenas 22%; mis de 55% da banda larga da cidade possui mais de 34 mb de velocidade, no restante do País, o índice não chega a 40%.

Em Florianópolis, o subsetor de atividades profissionais, científicas e técnicas apresenta saldo positivo de 423 entre janeiro e setembro de 2020, um crescimento de 4,21% em relação a 2019. Também vale lembrar que Florianópolis também é uma das melhores cidades para investir nos segmentos de educação (10ª posição) e comercial (5ª posição).

Apesar do impacto nos empregos formais do setor de serviços, a cidade de Florianópolis é um importante polo de inovação e empreendedorismo no País. Seu ecossistema e infraestrutura disponíveis permitem o desenvolvimento de ambientes propícios para negócios atrelados a comunicação, inovação, tecnologia e coligados. O turismo, impactado como em outras regiões do País e do mundo, deve retomar, aproveitando a particularidade da cidade, as épocas de festas, os negócios e a temporada de verão.

Vitória (ES)

A capital do Espírito Santo, que assim como Florianópolis teve seu turismo impactado, ficou com a 4ª posição entre as melhores para investir em Serviços. Vitória beneficia-se por fazer parte de uma região polo de emprego, com a participação de muitas empresas de grande porte, que apesar de serem afetadas pelo isolamento social, pela redução de consumo e incertezas do macro cenário, permanecem em operação.

Vitória tem uma relação de 1,53 empregos no setor de serviços para cada emprego no setor da administração públicas (estabilidade de empregos e renda). Importante destacar que, assim como Florianópolis, na primeira posição, a cidade de Vitória tem índices de letalidade da COVID-19, inferior à média brasileira (2,27%).

Outro dado importante se refere ao índice de gestão fiscal do município, 0,7825 e à quantidade de empregos formais por cada habitante em idade ativa, uma relação de 0,92 empregos por habitante nesse perfil. A média do país é de 0,37 empregos por habitantes. Dados do IBGE também mostram que apesar da redução de empregos no setor, a região de Vitória apresenta índices de recuperação e retorno maiores do que a média brasileira, colocando a cidade em destaque para receber investimentos.

No movimento recente do setor, Vitória vem de um crescimento de 2,16% na renda dos trabalhadores do setor de serviços, com boa oferta de infraestrutura de telecomunicação (39,9% acima de 34 mbs) e elevado percentual de empregos concentrados junto a grandes empresas (47% deles). No setor comercial Vitória também é destaque, ficando com a 19ª posição.


Depois de meses fechados pela pandemia do coronavírus, pontos turísticos e religiosos do Espírito Santo começam a reabrir após divulgação de nova matriz de risco. A Prefeitura de Vitória garante que implantou sistemas de higienização e protocolos sanitários que precisam ser seguidos pelos visitantes. O crescimento observado no Espírito Santo ficou acima da média nacional. Em setembro, o volume de serviços no país avançou 1,8% frente a agosto, na série sazonal ajustada. A alta foi acompanhada por 4 das 5 atividades investigadas, com destaque para serviços de informação e comunicação que avançaram 2% em fevereiro/2021.

Para ver estes e outros destaques, confira a edição 1223 da Revista Exame ou acesse nosso estudo completo aqui.

Você pode conferir também as publicações e edições anteriores do estudo das Melhores Cidades para Fazer Negócios (com metodologia anterior) em nosso site.

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Conteúdo elaborado pela redação Urban Systems

*Fontes:
IBGE

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